13BZHUY Ele Foi Jogado na Lama Por Tentar Ver a Própria Mãe… Mas Seu Grito Fez Todos Congelarem

O trovão ainda ecoava quando a mulher elegante deixou o guarda-chuva cair na lama. Seo-yeon avançou lentamente até o menino, ignorando os olhares da família. Ela se ajoelhou diante dele e, com as mãos trêmulas, afastou os cabelos molhados de sua testa. Então viu, preso ao pescoço da criança, um pequeno pingente de prata em forma de lua. Seu rosto perdeu toda a cor. Aquele pingente tinha pertencido à irmã morta. “Onde você conseguiu isso?”, perguntou, quase sem voz. O menino apertou a joia contra o peito e respondeu chorando: “Minha mãe colocou em mim. Ela disse que, se alguma coisa acontecesse, eu devia procurar a tia Seo-yeon.” Um murmúrio atravessou o funeral. Seo-yeon ergueu os olhos para Min-seok, o homem que havia empurrado a criança. “Você sabia quem ele era desde o momento em que o viu, não sabia?” Min-seok apertou o cabo do guarda-chuva e retrucou: “Não faça uma cena baseada nas mentiras de um garoto.” Seo-yeon se levantou. “Então por que você está tremendo?”
Antes que Min-seok pudesse responder, um homem idoso de terno preto saiu de trás dos convidados. Era o advogado particular de Ji-eun, a mulher dentro do caixão. Ele segurava um envelope selado e olhava diretamente para o viúvo. “Senhor Kang Min-seok, acho que não podemos mais cumprir sua ordem de manter isto em segredo.” Min-seok explodiu: “Cale a boca! Você trabalha para esta família!” O advogado não recuou. “Eu trabalhava para sua esposa.” Em seguida, ergueu o envelope. “Três dias antes de morrer, Ji-eun registrou uma declaração e deixou instruções para que fosse lida somente se o filho dela aparecesse no funeral.” Seo-yeon virou-se lentamente. “Filho?” O menino começou a soluçar ainda mais forte. O advogado abriu o documento e leu: “Meu filho se chama Jun-ho. Se ele chegar até vocês, significa que conseguiu voltar para mim apesar de tudo que fizeram para nos separar.” O silêncio tornou-se absoluto. Min-seok deu um passo para trás. “Isso não prova nada!” O advogado respondeu: “A certidão de nascimento prova.”
Seo-yeon virou-se para Min-seok com os olhos cheios de lágrimas e raiva. “Você me disse que Ji-eun nunca teve filhos.” Ele tentou manter a postura. “Ela teve aquele menino antes do nosso casamento. Eu apenas evitei que um escândalo destruísse nossa família.” O garoto levantou a cabeça, sem entender completamente aquelas palavras. Seo-yeon avançou contra o cunhado. “Escândalo? Você arrancou uma criança da própria mãe!” Min-seok perdeu o controle: “Eu dei dinheiro para aquela instituição! O menino tinha onde dormir!” Jun-ho gritou: “Eu não queria dinheiro! Eu queria minha mãe!” A frase atingiu todos como um golpe. Seo-yeon cobriu a boca, chorando. O advogado então revelou a verdade mais cruel: “Ji-eun passou quatro anos procurando o filho. O senhor Min-seok interceptou cartas, mudou o menino de abrigo duas vezes e fez Ji-eun acreditar que ele havia sido adotado no exterior.” Alguns convidados começaram a se afastar de Min-seok. Seo-yeon sussurrou: “Você deixou minha irmã morrer acreditando que tinha perdido o próprio filho.”
Min-seok tentou agarrar o envelope, mas dois seguranças bloquearam seu caminho. “Saiam da minha frente! Eu sou o marido dela!”, gritou. O advogado respondeu friamente: “Era.” Então retirou outro documento. “E exatamente por isso Ji-eun alterou o testamento.” Min-seok congelou. Seo-yeon perguntou: “O que ela fez?” O advogado respirou fundo. “A mansão, as ações pessoais dela e o fundo familiar que recebeu de seu pai foram deixados integralmente para Jun-ho. Até ele atingir a maioridade, Seo-yeon será sua responsável legal.” Min-seok ficou pálido. “Isso é impossível! Tudo aquilo é meu!” O advogado encarou-o sem emoção. “Não. Nunca foi.” Jun-ho olhou assustado para Seo-yeon. “Eu não quero uma mansão… eu só queria que minha mãe cumprisse a promessa.” Seo-yeon abraçou o menino pela primeira vez. “Ela tentou, Jun-ho. Ela nunca abandonou você.” O garoto enterrou o rosto em seu ombro e perguntou: “Então por que ela não veio?” Seo-yeon chorou. “Porque alguém passou anos impedindo que ela chegasse até você.”
Nesse instante, o advogado entregou a Jun-ho um pequeno gravador que Ji-eun havia deixado. Seo-yeon apertou o botão. A voz fraca da mãe atravessou a chuva: “Jun-ho, se você estiver ouvindo isso, me perdoe. Eu procurei você todos os dias. Nunca houve uma manhã em que eu não pensasse em voltar para buscá-lo.” O menino começou a tremer. Da gravação veio ainda uma última frase: “Seo-yeon, se meu filho encontrar você, proteja-o de Min-seok. Ele sabe exatamente o que fez.” Os convidados olharam para o homem com repulsa. Min-seok gritou: “Ela estava doente! Não sabia o que dizia!” Seo-yeon se virou para ele. “Ela sabia o suficiente para deixar provas.” O advogado completou: “Cartas interceptadas, pagamentos aos abrigos, mensagens e gravações. Tudo já foi entregue às autoridades.” Pela primeira vez, a arrogância desapareceu do rosto de Min-seok. “Seo-yeon… podemos resolver isso em família.” Ela respondeu: “Foi exatamente em nome da família que você destruiu a nossa.”
Quando dois policiais se aproximaram pelo caminho do cemitério, Min-seok olhou em volta procurando apoio, mas ninguém se moveu. Até os parentes que minutos antes observavam Jun-ho com desprezo baixaram os olhos. Min-seok tentou uma última ameaça: “Se você fizer isso comigo, vai destruir o nome dos Kang!” Seo-yeon respondeu com firmeza: “Não. Você já destruiu esse nome quando decidiu que sua reputação valia mais do que uma mãe e seu filho.” Jun-ho, ainda coberto de lama, soltou a mão da tia e caminhou até o caixão. Ninguém tentou impedi-lo. Ele colocou o pingente de lua entre as rosas brancas e encostou a pequena mão na madeira. “Mãe… eu cheguei. Demorei, mas eu cheguei.” Seo-yeon começou a chorar atrás dele. O garoto continuou: “Eu achei que você tinha esquecido de mim.” A gravação ainda tocava baixinho, e a última mensagem de Ji-eun parecia responder ao filho: “Nunca. Nem por um segundo.”
Meses depois, Jun-ho voltou ao mesmo cemitério, mas daquela vez não havia homens expulsando-o nem pessoas olhando suas roupas. Vestia um casaco simples e limpo e segurava a mão de Seo-yeon. Diante do túmulo da mãe, colocou um ramo de lírios brancos e sorriu entre lágrimas. Seo-yeon perguntou: “Está pronto para ir para casa?” Jun-ho olhou para a fotografia de Ji-eun e respondeu: “Agora eu sei que tenho uma casa.” Min-seok havia perdido o controle dos bens de Ji-eun e respondia judicialmente pelas fraudes e pela separação deliberada entre mãe e filho. A fortuna que ele tentara proteger agora financiava uma fundação para reunir crianças separadas injustamente de suas famílias. Antes de partir, Jun-ho tocou a lápide e sussurrou: “Mãe, você prometeu voltar para me buscar… mas fui eu que consegui encontrar você.” Seo-yeon apertou sua mão. “E a partir de agora, ninguém mais vai tirar você da sua família.” Jun-ho respirou fundo, olhou uma última vez para a mãe e disse: “Então vamos para casa, tia.” E, pela primeira vez desde aquele funeral, ele saiu dali sem olhar para trás.
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